12.7.08

Ouvindo U2: "Until the end of the world"

Personalidade forte. Determinação. Pró-atividade. Usei minhas características mais poderosas e consegui vencer a doença antes do prazo que eu determinei. Me dei quinze dias para melhorar e, no décimo terceiro (amo este número), surpreendi a fisioterapeuta com uma repentina melhora de 30% em 24hs. Ou seja, estou 95% curada.
Ainda tenho três sessões e começo acupuntura semana que vem. Resolvi fazer alguma terapia alternativa para me curar do stress. Deixei a hipótese de procurar a psicologia de lado, por enquanto. Vou fazer ioga também. Assim que me mudar de apê.
Vou morar sozinha agora. 2008 tem sido um ano bastante tumultuado. Principalmente nos dois últimos meses... Quero viver comigo mesma agora. Me cercar de coisas que amo, criar meu próprio ninho, me proteger do mundo lá fora, das pessoas que não conheço mais, me conhecer melhor. Depois de tantos anos vivendo longe do ninho familiar, aprendendo a administrar as diferenças, conhecendo tantas personalidades, convivendo com manias alheias, com humores alheios, com as qualidades e defeitos alheios, chegou a hora de olhar pra dentro de mim mesma.
Até encontrar alguém pra dividir o resto dos meus dias... Até o fim do mundo.

____________
Barak Obama na capa da Rolling Stone Brasil deste mês. TRIP falando sobre medo...
Sei não, mas lendo a entrevista do Barak, me lembrei demais do Lula. O cara tem o mesmo discurso da "mudança", tem uma história de vida interessante, é também diferente de tudo o que os americanos estão acostumados a reconhecer como presidente, assim como Lula era enquanto candidato. E é negro, num ano em que se completam 40 anos que tentaram silenciar aqueles discursos do Martin Luther King sobre igualdade racial, etc. etc. Um messias. Assim como Lula. O novo cavaleiro da esperança mundial. Muito bem! Até quando ele vai continuar sorrindo confiante e amável eu não sei. Mas ele andou falando demais em protecionismo e biodiesel e daí a fechar os EUA pra reorganizar as loucuras do Bush não demora muito. E isso não deve ser bom. A não ser que, a partir daí, o Euro ganhe cada vez mais espaço, os países emergentes façam a festa enquanto os EUA se fecham em algum conluio para dominar o mundo de novo daqui a uns dez anos. Quem vai esperar pra ver?
E o medo vai ficar pra depois porque eu ainda não tive tempo de ler todas as revistas mensais que assino...

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26.6.08

Tentando ficar em silêncio

Eu acho que agora eu posso esquecer de vez toda e qualquer falsa modéstia e reconhecer que, sim, eu sou muito mais forte do que eu penso ou às vezes demonstro ser.
Não bastasse tantas questões a serem resolvidas (e algumas beeem sérias mesmo), ontem eu descobri que tenho uma doença esquisita chamada Paralisia de Bell.
Não existem causas específicas para que ela exista, não existe cura. Mas tem tratamento e ainda não descartamos a possibilidade de algo mais grave (um tumor, olha que gracinha!). Apesar do imenso susto de achar que estava sofrendo um derrame ou aneurisma, passei o dia tomando providências. O tratamento começou ontem mesmo, a fisioterapia também já começou e agora é aguardar pra fazer ressonância, tomografia e afins.
Eu não precisaria expor estas coisas por aqui, mas acho importante dividir com todo mundo, seja pra avisar sobre a existência de algo tão maluco que de repente acomete mocinhas metidas a independentes e/ou mulher maravilha, que acham que podem abraçar o mundo e resolver todos os problemas de uma só vez, sem stress, sem sofrimento, sem ansiedade (ainda que todos os problemas tenham surgido de uma só vez, no pior dos infernos astrais e nem estamos em outubro, mês do meu aniversário).
Enfim, sem dramas. Meu auto-conhecimento é tanto que eu sei exatamente porque uma doença aparentemente sem causa pode ter surgido. E também sei como reagir a ela. Não vou dar tréguas a ela, não vou deixar que algo que compromete o aparecimento da minha marca registrada (meu sorriso, pra quem não sabe) a cada segundo abale ainda mais a minha auto-estima. Meu sorriso pode estar apenas em 50% de sua capacidade de brilhar e iluminar a vida dos que convivem comigo. Mas é temporário. E eu quem vou determinar o prazo pra que ele volte. Nem que eu tenha que enlouquecer o Dr. Paulo (neuro) ou a Dra. Dorcas (fisio) com tantas perguntas do tipo: "Tudo bem, o que mais eu posso fazer pra melhorar? Tem certeza absoluta de que é só isso? Não acha melhor pesquisar mais não?"
Além disso, tenho a graça de contar com grandes amigos, que me apóiam e estão sempre prontos pro que der e vier. E estarão sempre ao meu lado, fazendo com que eu me fortaleça cada vez mais. Eu nunca precisei tanto de todos eles como agora e me alivia um pouco saber que eles existem e que não são poucos...

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19.6.08

Olá, pessoal!
Eis que finalmente criei vergonha na cara e criei um blog exclusivamente para falar sobre o Galo!
Me façam uma visita no "Atleticana"!!

Saudações alvi-negras a todos.


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11.6.08

Pra pensar:


Viver não dói
Carlos Drummond de Andrade


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
Mas das coisas que foram sonhadas
E não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
Apenas agradecer por termos conhecido
Uma pessoa tão bacana,
Que gerou em nós um sentimento intenso
E que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
O que foi desfrutado e passamos a sofrer
Pelas nossas projeções irrealizadas,
Por todas as cidades que gostaríamos
De ter conhecido ao lado do nosso amor
E não conhecemos,
Por todos os filhos que
Gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
Por todos os shows e livros e silêncios
Que gostaríamos de ter compartilhado,
E não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Fé é colocar seu sonho à prova!


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7.6.08

Ouvindo Bajofondo: "El Mareo"

"Con los ojos no te veo
se que se me viene el mareo
y es entonces
cuando quiero
salir a caminar"

Coisa mais interessante que já ouvi nos últimos meses. Tango com eletrônica. E viva meus queridos hermanos uruguaios e argentinos!! Para saber mais, visite a página deles no My Space. Eu simplesmente não consegui parar de ouvir esta tal de "El Mareo" desde que baixei o cd... Viciante!

Este post é só pra reafirmar aquilo que todo mundo já está cansado de saber: não existe amor incondicional. É hipocrisia dizer que se ama incondicionalmente! Seja amor de mãe, seja amor a uma causa, por um ideal, seja por outro ser humano, seja por uma banda de rock ou por um time de futebol. Amor incondicional não existe. Ponto.
Nenhum mãe ama um filho sem esperar que ele se torne aquilo que, no seu íntimo, ela sempre sonhou para ela. Leia-me: para ela! Não para o bem de seu filho. Por mais que lhe doa saber que seu filho vai ser o que ele realmente quiser ser, ela ainda o ama, mesmo sofrendo pequenas decepções ao longo da vida. Mas não é um amor incondicional. As mães sempre dão um jeitinho de jogar na cara dos filhos, às vezes com um simples olhar, toda e qualquer decepção que ela tenha sentido (não que o filho tenha lhe causado, ela apenas sentiu). Isto, meus caros, não é amar incondicionalmente.
Amar um ideal também custa caro. Um dia seu partido, que você tinha como indelével, quase imaculado de tão boas intenções que ele carregava em si, chegar ao poder. E o que acontece com todos que sobem ao poder? Se corrompem. Então você desiste de amar uma visão política sobre todas as coisas e passa a acreditar que o mundo só terá solução quando cada um fizer sua parte. Sem esta de esquerda ou direita. É cada um sozinho mesmo, mas com consciência, fazendo sua parte na História. E foda-se se o "fazer sua parte" estiver repleto de egocentrismo, cercado de uma vontade enorme de aparecer de bonzinho pros amigos. O importante é que as classes sociais menos abastadas tenham uma oportunidade de crescimento. E abandonar temporariamente uma visão política que nasceu com você por pura decepção com o poder é deixar de amar incondicionalmente. Enxergar uma saída fora desta visão política, ainda que esta saída tenha um cunho social verdadeiro e realizável é, de certa forma, trair seus princípios. E isto não é amar incondicionalmente.
Quando sua banda de rock preferida adora experimentar coisas novas, você se orgulha dela justamente porque ela não fica parada no tempo (como os Stones, por exemplo). Mas quando ela brinca de fazer música eletrônica, você fica com um pé atrás. Então não existem boas intenções ou críticas sociais de Mr. Bono Vox que justifiquem o fato de "Pop" ter existido. O disco e a turnê fecharam uma trilogia, numa década onde a banda experimentou de tudo, se transformou na maior banda de rock da atualidade, fez o mundo parar pra pensar em milhões de coisas novas, fez Bono se voltar novamente para a África. Mas, mesmo que a banda tenha vindo para o Brasil pela primeira vez justamente com a turnê de "Pop" e você tenha assistido ao show, seu amor pela banda não é incondicional. E convenhamos que Bono abraçar George Bush, beijar a mão de Britney Spears, a boca de Liam Galagher, tudo em nome do amor a uma causa nobre, é difícil de engolir. Por mais que você o ame e espere encontrar alguém com pelo menos um terço do seu carisma e de sua paixão pela política, para amar de verdade, você sabe que não existem dois Bono no mundo... E mesmo tendo Bono como referência de vida, você sabe: seu amor por ele não é incondicional.
Quando seu time do coração apresenta um futebol medíocre em pleno ano de seu Centenário e toma a segunda goleada em menos de dois meses (com resultados parecidos, diga-se de passagem) e você começa a enxergar a dura realidade de que, desde que você se entende por gente, existem pessoas que só fizeram corromper e sujar o nome de seu amado Clube, roubando, fazendo maus negócios, enchendo os próprios bolsos na medida em que as dívidas aumentam, sem contar na péssima administração que o cerca há, pelo menos, 20 anos (e aqui eu estou sendo muito boazinha). Mas o pior nem é falta de gente competente que administre o time. O futebol brasileiro é cheio de times em condições similares, alguns até em pior estado financeiro, emocional e que tais. O que te faz acreditar que o seu amor pelo seu time do coração, que lhe fez um dia tatuar o símbolo e o lema dele nas costas, deixou de ser incondicional no ano de seu Centenário (e você, que começou o ano achando que seu amor se transformaria em fanatismo, agora até suspira aliviada) é saber que os jogadores que ele lhe apresenta não amam, não respeitam a camisa que vestem. Não sabem da história do seu time, não se importam com a torcida (o maior patrimônio que o time tem). E estão prontos a abandonar o barco a qualquer momento, bastando apenas uma proposta financeira melhor.
O futebol brasileiro é um lixo! Porque não existem jogadores realmente profissionais, que saibam honrar a camisa do time que vestem e jogar até o último segundo, com vontade e raça (como os argentinos do Boca Juniors na última quarta-feira. E não venham me dizer que o pó-de-arroz jogou melhor só porque venceu a partida!). Que se vendem ainda meninos para o exterior e não dão valor às coisas do seu país. A Seleção Brasileira é um exemplo desta dura realidade: conte quantos jogadores da Seleção que jogam no Brasil!
Então, enquanto o meu time se fizer igual à grande maioria dos times brasileiros, mostrando-me jogadores medíocres e sem vontade de jogar até o fim, com raça e determinação, honrando a camisa que vestem até o fim, o meu amor por ele deixa de ser incondicional. Porque o Galo que eu aprendi a amar não decepcionava sua torcida, por pior que fosse a crise financeira ou administrativa. E era diferente de todos os outros porque contava com um amor incondicional desta torcida. Que já foi capaz de bater palmas pra um time quando ele caiu, porque aquele time lutou até o fim daquele jogo. Hoje não temos mais motivos para aplaudir. E ter vergonha na cara de vez em quando é bom. Assim como amor demais tem limite.

Assim como em todo tango, o amor um dia acaba.

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2.6.08

Ouvindo o CD novo do Raconteurs, "Consolers of the lonely", mais especificamente uma canção bem ledzeppeliana chamada "Old enough"

E não venha me dizer que não sabe que Raconteurs é a segunda banda do Jack White! Que este é o segundo CD da banda até dá pra perdoar, vai... E que é fodástico (aprendi esta palavra outro dia e adorei!) à beça e você tem que baixar imediatamente, é querer bem demais aos meus leitores. Vai lá no site oficial dos meninos e baixa logo! Aliás, fodástico também é o site! Tá com saudade do MS DOS? Corre pra lá AGORA!!!

Mas a história é o seguinte. Me convenceram a fazer um blog futebolístico. Tudo bem, Glayson, você tenta isso há anos e não conseguiu se ver livre do Galo por aqui, né? Para sua alegria, isto tende a ter um final feliz! Topa fazer um layout alvi-negro? Aliás, o blog só não existiu antes porque você sempre se recusou a fazê-lo! A culpa é sua! E nem é também... Me faltou tempo, me deu preguiça de mexer no template do blog (que está reservado há quase três anos!!), selecionar os textos...

Então, por pura falta de um lugar melhor para a publicação, vem aí mais um texto alvi-negro. Glayson, pode parar de ler!

Novidade nenhuma afirmar que brasileiro adora futebol. E que cada jogo carrega em si uma história, seja ela qual for. Se o torcedor for atleticano então, ela sempre ganha um ar meio épico, meio dramático e, de vez em quando, até engraçado. Mas esta história provavelmente já deve ter acontecido com qualquer torcedor mais entusiasmado, de qualquer lugar do mundo.
Tudo que ronda uma partida de futebol merece uma história. É a confusão na hora de entrar em campo, é a revista policial, é o ingresso que nunca passa naquelas porcarias de catracas eletrônicas, é o cheiro irresistível do bolinho de feijão que te pega logo no primeiro lance de escadas até a arquibancada, é o Mineirão sempre lotado e a luta pra encontrar um lugar decente até a partida começar, é o celular tocando no instante exato que seu time entra em campo e você não sabe se atende ou se mata o louco que te liga no momento mais sagrado do jogo!
Na verdade, o momento mais sagrado do jogo é quando seu time faz gol, né? E é neste momento, pra ser mais exata, nestes poucos segundos do gol até a comemoração, que podem acontecer as coisas mais inimagináveis. E aí são várias outras histórias: dos desconhecidos que se abraçam como irmãos, do choro incontido (de dor, de alegria, de nervosismo, da sua vida que dependia daquele lance e você nem sabe explicar porquê), das promessas e ameaças do tipo: “Eu não te falei que a gente ia virar?” ou “Não falei que ia ficar 2 a 0?”...
E da chuva de tropeiros e copos de refrigerante ou água (menos mal: a cerveja foi banida no Mineirão há um ano e meio) em cima de pessoas inocentes que só queriam comemorar o golzinho suado de seu time do coração.
Pois é, caros amigos, quantas vezes eu mesma já não joguei meu prato de tropeiro na cabeça destes pobres e inocentes irmãos alvi-negros, quantos litros de cerveja ou água, quantos picolés (com palito e tudo!, correndo o risco de furar um olho!) eu, este também inocente e pobre ser alvi-negro, já não joguei pro alto, quando o Galo fez um gol? Até celular já joguei no chão (na inacreditável comemoração do famoso gol no “Fábio de costas”).
E eis que os deuses que habitam o Mineirão e que tudo vêem, resolveram que era chegada a minha hora. Logo eu, que sempre amei Soda Limonada. Logo no gol do Marques, meu último ídolo (até o presente momento). Tive que segurar todos os palavrões conhecidos e desconhecidos naquele momento único, quase raro em se tratando do Galo de nossos dias, naqueles poucos segundos pós gol. Tomei um banho de Soda Limonada! E, pela primeira vez na vida, detestei o gosto desta maravilha de refrigerante. Que melou meu cabelo, meu rosto, minhas mãos e alagou meu cantinho na arquibancada.
E que moral teria eu pra brigar com um pobre coitado que não agüentou a emoção do gol? Nenhuma! Quantas vezes não fui eu quem pediu desculpas ou fiz cara de paisagem quando pega em flagrante? Como brigar com alguém no momento mais emocionante da partida? Impensável! Fiquei lá, rindo da situação, rezando pra partida acabar logo e eu tomar um banho (sem refrigerante!).
Coisas do futebol. E sorte de quem estava perto de mim: primeiro que a Soda veio inteirinha só pra mim e segundo, que eu tinha acabado de tomar um copo d’água, instantes antes do gol de Marques. Ia ser refri e água pra todo lado!

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31.5.08

Ouvindo Frejat e Herbert Vianna: "Caleidoscópio"

(eu AMO esta música!! Pronto, falei...)

Começou hoje o 8º Festival Internacional de Teatro de Bonecos de BH (mais informações, clique aqui. A criança que existe dentro de mim simplesmente a-do-ra!
Mas daí você acorda cansado e com uma vontade enorme de se esconder do mundo e todos os amigos que você tinha armado para dividir com você este momento único de alegria (traduzindo: voltar a ser criança nem que seja por duas horas num dia) desistem na última hora.
Aí você deixa o acaso decidir e aparece uma alma bondosa que te tira da cama e te proporciona aquilo que você mais ama fazer no mundo: viver intensamente aqueles pequenos prazeres tais como andar à tôa na rua, passear no parque ou pelas ruas de Santê, se entregar a uma peça infantil como se você ainda tivesse cinco anos de idade, tomar cappuccino com chantilly no Palácio das Artes, jantar no Bolão...
E foi nesta entrega que me peguei quase chorando ao ver "Bolha Luminosa", uma das peças do Festival, de um grupo láá de Porto Alegre.



Luz e sombra


É tão simples tocar o coração das pessoas! Tão simples se entregar de corpo e alma em tudo o que a gente faz... Pelo menos pra mim, isto é algo tão natural!
E, sei lá, vendo algo tão singelo se transformando em poesia na minha frente, foi emocionante... Apenas uma bolha e projeções de luz e sombra, mais uma trilha sonora linda. E crianças se divertindo dentro da bolha no final. Alguns adultos, inclusive uma grávida...
Tão simples viver! Parar de vez em quando e apenas observar a vida acontecer, em toda sua plenitude e intensidade. Logo ali, na sua frente. Sem medo. Vivendo apenas o presente...
"O melhor lugar do mundo é aqui e agora", já dizia Gil".

Mais informações sobre o teatro de sombras, visite o site do Clube das Sombras.

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30.5.08

Aprendi que tudo nesta vida é passageiro.
Que tudo muda com o tempo.
E a única certeza que guardo comigo e que vai ficar para sempre gravada em mim é que o amor que sinto pelo Galo é incondicional.

(suspiro)

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28.5.08

Da série: "Músicas que dizem tudo por você"

"Tudo bem" - Lulu Santos

Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver

Hoje eu não consigo mais lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de imcompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão

Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem




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24.5.08

Ouvindo Bloc Party: "This modern love"

E inaugurando a série que pretende homenagear alguns amigos e suas participações inesquecíveis na minha história...

Glayson

Glayson entrou pra minha história de uma forma muito bonita. E eu sempre vou me emocionar quando me lembrar do nosso primeiro contato. Eu atravessava uma fase complicadíssima e corria o risco de não estudar aquele semestre, mas meus colegas de facul se uniram e bancaram minha permanência, num gesto único que guardo com carinho pela eternidade.
Ele não era da minha sala, tinha trancado um semestre. Mas no meu primeiro dia de volta à sala de aula, uns dez dias após o início do semestre letivo, estava eu sentada na primeira fila, concentrada na aula do meu guru Luís (que me dava aula pela segunda vez, pra minha alegria) e de repente um moço gigante se ajoelha aos meus pés e me entrega um presente:
_ Olha, eu sei que você ta passando por uma fase difícil e eu gostaria muito de poder te ajudar, mas não tenho como... Então, pega este presente aqui e, se você não quiser usar, vende que pode ajudar em alguma coisa...
Meus olhos se encheram dágua:
_ Não precisava... Você nem me conhece ainda.
_ Mas eu sei que você é uma pessoa especial. Só de saber que todo mundo se mobilizou pra manter você por perto, tenho certeza de que você merece isto e muito mais.
E a gente se abraçou e a sala inteira tinha parado pra ver a cena... Saímos da sala, passamos horas sentados no corredor, falando da vida e nunca mais nos desgrudamos.
Nestes quase sete anos de amizade, é difícil dizer qual o momento mais importante, em qual deles você esteve mais presente, em qual você me machucou mais com seu jeito ferino de dizer a verdade e me fazer acordar pra vida (quando às vezes eu quero me esconder dela). Qual momento que nos divertimos mais. Qual momento que discutimos mais sobre política ou sobre qual a maneira mais viável de salvar o planeta do ser humano... Qual momento que filosofamos mais, falamos mais rápido que o outro, zoamos mais um ao outro, brigamos feito irmãos (e você é imenso e eu sempre apanho mais, não vale!) e fazemos as pazes também feito irmãos.
Não tem explicação nenhuma que justifique o fato das pessoas aparecerem na vida da gente, deixarem suas marcas e sumirem de vez em quando. Mas você sabe o quanto é essencial à minha sobrevivência, mesmo que agora estejamos distantes, correndo pra salvar nosso dia-a-dia, dedicados cada vez mais ao sistema que a gente sempre criticou. Não sei dizer se a vida se encarregou de nos encaixar de qualquer jeito, ainda que torto, ainda que nos aperte um pouco (dentro da alma, sempre), dentro do sistema. Mas é fato que vivemos tentando sair dele! Somos dois subversivos por natureza, amore! Não aceitaremos fazer parte dele e ainda espero te encontrar na saída, pra gente cuidar dos hematomas um do outro e rir por ter enganado todo mundo que acreditou que a gente finalmente tinha aceitado as coisas como elas são.
Te amo e torço muito pela sua felicidade. Saiba que continuo lutando pra quebrar a forma, mas que é uma coisa que somente eu posso fazer. Não se preocupe comigo! Eu sempre fico bem no final!

Enviado por ROBERTA DE OLIVEIRA , às 11:21. .:What do you want?:.


23.5.08

Ouvindo Jeff Buckley: "Lover, you should've come over"

Mas bem poderia ser "I still haven't found what I'm looking for" e, falando nela, meu amado David Cook venceu o American Idol deste ano, cantando-a lindamente. Vejam:




Cook rules!


Mas então...
Ainda não encontrei o que estou procurando. E nem sei se realmente procurava alguma coisa. Simplesmente tudo começou a acontecer ao mesmo tempo. E perdi o controle. Mas eu escalaria as montanhas mais altas e correria pelos campos, só pra me encontrar de novo, sã e salva... só pra citar um trecho da minha canção preferida do U2... E sim, eu continuo correndo! E todo mundo agora já sabe que eu acredito nisso tudo. Mas ainda não encontrei o que estou procurando... Se eu pelo menos soubesse o que era, seria fácil encontrar! Mas eu sempre me distraio com a paisagem, eu sempre me perco no meio do caminho... Sempre vem a vida me atropelando, me impedindo de continuar correndo... Eu vou continuar correndo, mancando, mas correndo. Não importa a velocidade: importa chegar lá. E, quando eu chegar, vou dar um tapa na cara de quem inventou esta loucura chamada de "minha vida".
Só tenho certeza de uma coisa: quem escreveu os capítulos da minha história neste mundo não era uma pessoa muito querida no meio em que vivia e resolveu escrever sua obra-prima, me usando como cobaia. Só pra provar que era capaz de escrever com detalhes grandes trechos épicos e incontáveis batalhas.
Ele só esqueceu que eu sempre preferi os anti-heróis... Nem me consultou quando me mandou pra cá... Nem pra me fazer esta gentileza! Mundo machista até no céu... As mulheres nunca são consultadas, nem na hora de nascer! Como no poema do Drummond, simplesmente me empurraram pra cá e disseram: "Vai, menina, vai ser..." e alguma coisa surreal aconteceu e a frase nunca foi terminada... Aliás, a história ainda não terminou! Quem sabe até o final dela, ainda descubro o que queriam dizer pra mim naquele momento... Será que vai dar tempo de voltar atrás caso eu não goste do rótulo que foi escolhido pra mim?


"In the name of love...
What more in the name of love?"
é o que o Bono grita aqui do meu lado direito... E eu nem gosto muito desta música de tanto que ela já foi executada... Se pelo executassem o que tá escrito no refrão...

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19.5.08

Ouvindo Guns: "Paradise city"

Não se preocupem se esta música de repente parecer velha demais e você começar a sentir-se tão velho quanto ela... O problema, no fundo, é do Axl Rose que nos enrola há quase 15 anos por um registro inédito! Então, não façam contas e apenas... curtam a música!

Hoje é meu aniversário! 30 anos e sete meses. U-hu!
E para meu querido amigo Alisson que amanhã completa os seus 30 anos, fica a dica: continue vivendo intensamente!
Abrace todas as causas. Ame apaixonadamente. Sorria pra moça do lado. Tente cantar uma canção do Roberto sem rir quando perceber que é meio brega, mas às vezes só o coração entende a letra. Seja sempre poeta. Continue contando os chicletes das calçadas. E apreciando as estrelas, porque nenhuma é igual à outra e sempre pode aparecer alguma novidade no seu pedaço preferido de céu.
Faça listas intermináveis de suas preferências e mude cada item de lugar a cada semana! Porque a vida só tem graça quando a gente percebe que está evoluindo. E mudar de opinião não é motivo pra sentir vergonha. Ao contrário, é motivo de orgulho: sinal de que você está aprendendo a conviver com as diferenças. Aprenda a gostar de U2, pelo amor de Deus!
Diga sempre tudo aquilo que sente. Não guarde mágoas. Não aprisione o amor dentro de uma caixa. Plante bananeiras. Se der, plante uma árvore. E chame alguém que você goste pra plantar outra do lado da sua, para um dia poderem armar uma rede e apreciar a paisagem. Veja quantos pores-do-sol seja possível. Suspire a cada segundo de lua cheia.
Continue amando o Galo acima de todas as coisas. E me leve sempre com você ao Mineirão, pra gente transformar o jogo mais chinfrim numa coisa inesquecível. Vamos colecionar novos palavrões e bater recordes de risadas a cada jogo! Porque a vida é intensa e assim seremos mais felizes...
Seja eternamente feliz. Tenha sempre uma palavra amiga escondida em algum cantinho da sua barba. E, se um dia a lágrima insistir em rolar, me chame. Que eu chorarei contigo, na alegria e na tristeza. Irmanamente!
Tenha filhos alvi-negros pra que eu seja madrinha! Se torcerem pro time errado serão rejeitados pela tia Beta desde o nascimento, sem direito a doces e brinquedos no aniversário! Seja padrinho dos meus. Abençoe meus amores assim como sempre abençoarei os seus. Seja sempre meu cúmplice, confidente, amigo eterno e mais querido.
E viva mais trinta anos ao meu lado! Pra gente aprender juntos como se faz para viver esta loucura do dia-a-dia; pra gente continuar nossa coleção de gargalhadas e, quem sabe um dia, descansar em paz...
Um beijo no lado mais fofo da sua bochecha!

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15.5.08

Ouvindo Chris Cornell: "Doesn't remind me"

"As coisas que eu amei, as coisas que eu perdi
As coisas que eram sagradas para mim e que eu abandonei
Eu não mentirei nunca mais, você pode apostar
Eu não quero aprender o que eu precisarei esquecer"

Então a vida se encarrega de te atropelar toda vez que você acha que merece uma pausa pra respirar. Quem mandou gostar de viver intensamente? Cada segundo. Até o fim de tudo. Até a última gota. A última lágrima. A última risada, seja ela cínica, contagiante, mordaz, amarga. Até o último suspiro, seja ele de amor, de suspense, de medo, de dor, de êxtase. Até soar a última nota musical daquela canção que você carrega na alma. Até que todas as palavras sejam ditas e não nos reste mais nada além do silêncio e do olhar. Até que nosso olhar fale por nós. E aprenda também a dizer adeus. A dizer "eu te amo" sem esperar resposta, sem questionamentos. Aprenda apenas a dizer, pelo olhar, aquilo que consome minha alma há dias. E tudo no fim se resumiria numa única palavra: paixão.
Vão dizer, quando eu me for: esta viveu apaixonadamente cada segundo. Não me arrependo de nada! Ainda: me orgulho por ser assim. Intensa, passional. Carente profissional. Preto e branca. Um contraste. Oito ou oitenta. Ying e yang. Eu.

Enviado por ROBERTA DE OLIVEIRA , às 19:49. .:What do you want?:.


12.5.08

Um pouco de poesia pra alegrar meu dia

"Não sei"
Cora Coralina

Não sei... se a vida é curta...

Não sei...
Não sei...

se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.

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10.5.08

Ouvindo Chico Science: "Monólogo ao pé do ouvido":

Modernizar o passado é uma evolução musical
Cadê as notas que estavam aqui
Não preciso delas!
Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos
O medo dá origem ao mal
O homem coletivo sente a necessidade de lutar
o orgulho, a arrogância, a glória
Enche a imaginação de domínio
São demônios, os que destroem o poder bravio da humanidade
Viva Zapata! Viva Sandino! Viva Zumbi!
Antônio Conselheiro!
Todos os panteras negras
Lampião, sua imagem e semelhança
Eu tenho certeza, eles também cantaram um dia

E logo depois vem "Banditismo por uma questão de classe", "Rios Pontes e Overdrives", "A cidade", "A praieira", "Samba Makossa"... Putz! Que boa maneira de se começar uma carreira brilhante!! "Da lama ao caos" é um dos discos mais importantes da música brasileira de todos os tempos.
Tá pra nascer um disco tão revolucionário, tão politizado e ao mesmo tempo tão dançante... Misturar maracatu com rock, com eletrônica... Falar de política, nascer através de um manifesto, dar uma nova cara ao cenário musical brasileiro, resgatando a cultura local... Eu fiquei chapada quando ouvi!
E olha que o grunge ainda andava por ali e eu acreditava que aquilo era um movimento bacana. Que nada! Vivi o manguebeat em sua intensidade também! E conto feliz que um dos melhores shows aos quais já tive o prazer de assistir foi ao do Chico Science no saudoso Bar Nacional. Porque não era só a música que o fazia um gênio: era seu carisma, sua presença de palco, o som que emanava de lá de cima e deixava a gente em estado de êxtase. Coisa que não se repetiu quando vejo a Nação Zumbi sem ele...
Um dos primeiros trabalhos que fiz pra facul contava uma história que inventei em que o Chico era filho de Rita Lee e Gilberto Gil (que "Refestança" que nada!) e contava sua vida toda até ele morrer no trágico acidente... Tenho que encontrar este texto!!

"Samba Maioral
Onde é que você se meteu
Antes de entrar na roda meu irmão
A responsabilidade de tocar o seu pandeiro
É a responsabilidade de você manter-se inteiro
É de você manter-se inteiro
Por isso chegou a hora
Dessa roda começar
Samba Makossa da pesada
Vamos todos celebrar"

Salve Chico Science! Rita Lee! Gilberto Gil!

"Cerebral
É assim que tem que ser
Maioral
Mais é assim que é
Mão da cabeça e um foguete no pé
Samba Makossa tem hora marcada
É da pesada"
_______________________________
Mas então. Tenho ouvido muita coisa antiga de novo: Chico Science, Nirvana acústico, Led Zeppelin, Jeff Buckley...
Não é que a música de hoje seja ruim. Mas é que dificilmente o Brasil terá outra revolução musical como a que Chico Science fez (e que infelizmente já anda esquecida e desvalorizada por aí). As bandas nacionais de hoje apenas copiam a moda que vem de fora... Nada de novo sob o sol! E que letras medíocres, meu Deus!
E o disco acústico do Nirvana é o único que eu realmente ouvi bastante (e põe BASTANTE nisso!). Eu sempre preferi Pearl Jam. Esta sim, uma banda que adoro até hoje! E o Foo Fighters dá de 1000 a zero no Nirvana e sua choradeira histérica...
Led é banda pra se ouvir o resto da vida, assim como Beatles, Ramones... E eles fizeram aquele show ano passado, né? Bacana não voltarem! Respeitaram os fãs. Eu odiaria se um dia o U2 acabar (Deus me livre! bate na madeira!) e, quando eu estiver já sessentona, ver um revival deles por aí... Eca!

________________________




Falando em U2, outro dia assisti a "Across the Universe" que tem o Bono como Dr. Robert (amaria o nome se Robert também não fosse o nome do pai dele). Dr. Robert é um escritor de livros de auto-ajuda e um deles chama-se "I am the walrus". É um musical, claro! Todo escrito em cima das letras dos Beatles... E o Bono nunca me decepcionou até hoje (mesmo quando ele beijou a mão da Britney Spears).
Mas voltando ao filme: chorei e ri várias vezes... É beeem água com açúcar! E nem precisa dizer que a trilha sonora é perfeita!
O filme dá umas viajadas cansativas, como em todo musical que se preze, mas vamos entender que é também um filme "de arte" e resolver logo o assunto. Tá bom vai, eu vi porque tem o Bono e porque a trilha é dos Beatles, mas confesso que gostei do casal (o mocinho até que tem aparecido bastante na telona ultimamente)...
Assistam ao trailer através do link que deixei ali em cima ou vejam o filme e reparem que tem um personagem (o Max) que é a cara do Kurt Cobain!

Enviado por ROBERTA DE OLIVEIRA , às 22:30. .:What do you want?:.



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Roberta de Oliveira tem 30 anos, mora em Belo Horizonte e é jornalista. Adora tudo que estiver relacionado à cultura brasileira. É torcedora fanática do Clube Atlético Mineiro e da Seleção Italiana de Futebol. Acredita que Coldplay é a melhor banda de rock da atualidade(até o U2 lançar o próximo CD e vice-versa). Ama política e se considera uma cidadã do mundo, como toda boa mineira.
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